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terça-feira, 2 de agosto de 2011

desfaçatez

Fascina-me da desfaçatez com que os socialistas atacam políticamente o Governo pelas providências que teve de tomar por causa da catástrofe económico-financeira causada pela (des)governação socialista.

Todas estas medidas impopulares, desde o aumento dos transportes até ao imposto especial são puramente consequência do que os socialistas fizeram.

Quem foi que arruinou o país?

sábado, 20 de março de 2010

... nem 8 nem 80 ...

Muita gente o diz... e pode ser que seja verdade... que os partidos precisam de renovação.
O Rangel entrou no PSD, segundo as minhas últimas informações, há dois anos, vindo do CDS (embora já não se lembrasse de ter assinado ficha pelo CDS). Nesta lógica, terá mais legitimidade do que eu, que entrei em 1974 (até tenho diploma de Fundador).
Mas, francamente, 2 anos... ou mesmo 4 anos... ou 5...?!!!!!!!!!
Um partido político não é um clube de futebol que contrate novos lideres para cada combate eleitoral (campeonato), independentemente até de uma ideologia própria.
É um péssimo sinal que Rangel não se lembre de ter aderido ao CDS há bem pouco tempo. Ou tem má memória ou mente que nem um Sócrates.
Também é mau não saiba distinguir ideologicamente o PSD do CDS. Eu sei, eu sei, que os interesses económicos desejam uma fusão (merger, acquisition, take-over) de um partido com o outro para formar o grande partido da direito rica, onde não deixariam de ficar com uma golden share. Mas, para mim, há diferenças ideológicas importantes entre o CDS e o PSD. O CDS é um partido puramente conservador (quando não mais à direita) que serve fundamentalmente de representante político da oligarquia portuguesa; o PSD é um partido interclassista, de classe média, de centro esquerda e centro direita, reformista e não conservador.
Nem me convence o argumento da vitória de Rangel nas eleições europeias. O que sucedeu então, foi mais uma derrota de Sócrates do que uma vitória de Rangel. E Sócrates só não perdeu as legislativas, porque a Manuela ainda perdeu mais do que ele.
Rangel dá um bom líder parlamentar, mas não um líder para o PSD.
O PSD precisa de se apresentar ao eleitorado como representante da classe média pequena, humilde, que vem a Lisboa no IC-19 (e não na A-5), que anda em transportes públicos e carro modesto, que está crivada de dívidas, empobrecida, assustada com o futuro, que não conhece banqueiros, só os cobradores dos bancos. É este povo pequeno, laborioso, trabalhador, sério, e hoje imensamente vulnerável que o PSD representa. Se o PSD não lhe captar os votos, vai perder outra vez.
Os banqueiros vão ter de compreender que o voto político é por cabeça, não é por capital.
Vou votar no Passos Coelho.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

negociar o orçamento

Toda a gente bem pensante, na política, diz com uma ar de boa consciência que o governo deve negociar seriamente com a oposição a passagem no orçamento.
Também acho.
Também diz que não devem ser evitadas as divisões profundas entre os portugueses.
E também acho.
Então, proponho que o Governo deixe cair a proposta dos casamentos homossexuais e deixe de fazer provocações morais a mais de metade - ou pelo menos a um número importante de portugueses.
Pessoal, politica e moralmente, acho que vale bem a pena deixar cair o orçamento em vez de deixar cair o casamento.

domingo, 20 de dezembro de 2009

os socialistas ...

Segundo o Público, o PS acusa o PR de interferir no seu calendário político, excedendo os limites das suas competências constitucionais. Há alguns dias (uma semana?) ouvi o PS criticar o PR por não intervir no impasse que lhe causava a maioria que a oposição exerce no Parlamento.
Tudo serve para disfarçar a atenção dos problemas económicos.
Mas não adianta, eles estão cá.

sábado, 21 de novembro de 2009

a nave dos loucos

Ponho-me na posição do inglês no Uganda e olho para cá com o mesmo espanto que qualquer estrangeiro que passe por aqui sem ser em turismo. E penso: esta gente está toda doida.

O Presidente do Supremo Tribunal de Justiça e o Procurador-Geral da República detestam-se há anos, mas têm ambos, por igual, o sentido da oportunidade – há quem lhe chame do oportunismo – na construção das respectivas carreiras profissionais. Embora pareça já não haver mais por onde subir, nunca se sabe e convém estar sempre de bem com quem importa. E, assim, esmeram-se ambos em desresponsabilizar o Primeiro Ministro, em deixá-lo incólume e sem incómodo, mas – claro está – atirando a culpa um para o outro.

O Ministro das Finanças apresenta um remendo ao orçamento em que quer mais quatro mil e tal milhões de euros, porque já não há mais dinheiro para gastar. Quer dizer: o País faliu. E, perante isto, desatam os políticos, os comentadores e os jornalistas em exercícios verbais: é um «orçamento rectificativo» ou um «orçamento redistributivo». E não se cansam de debater esta «vexata quaestio».

O DIAP de Aveiro apanhou um rede de corrupção e tráfego de influências. E logo se empenha tudo a discutir sobre escutas telefónicas, como se a corrupção fosse um honesto ofício e a investigação criminal uma perversão pestilenta.

Uma empresa pública do sector das estradas «perdoa» 430 milhões de euros a dois empreiteiros – muito próximos do Governo, quem diria. Em vez de se demitir e pintar a cara de preto, o respectivo presidente indigna-se contra o Tribunal de Contas que discordou desse «virtuoso desprendimento» e ameaça quem apareceu na televisão a falar do assunto.

Houve dois bancos que faliram fraudulentamente e ninguém está preso. O ex-presidente de um deles queixa-se que não tem dinheiro para viver. Será que lhe vão dar o «rendimento mínimo de inserção»?

Não sei se há qualquer coisa na água que os portugueses bebem, ou se têm «bug» no software.

Acho que estão loucos, doidos varridos, estão mesmo de internar.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

o Edito

Em Roma, no tempo da República, quando o Pretor ainda era eleito, as suas promessas eleitorais eram afixadas à porta do Forum, pintadas a vermelho numa tábua branca que se mantinha ali durante todo o mandato, para que o Pretor não esquecesse e os Cives recordassem e exigissem. Chamava-se o Edito do Pretor.
É urgente instaurar esta prática.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

...e ainda pior...

Como se não chegasse, agora foi o Conselho Superior da Magistratura a «congelar» a classificação do Juiz que acusou o Pedroso no processo Casa Pia. Segundo a imprensa, este «congelamento» foi provocado pelos três socialistas de serviço no Conselho e por causa da acusação que formulou contra Pedroso.

Com esta prática, ficam os demais magistrados a saber que quem acusar socialistas importantes, por exemplo, Sócrates, vai ser prejudicado na sua classificação e, portanto, na sua carreira.

Isto é demasiado grave. Depois das pressões sobre o Ministério Público, sobre a comunicação social, sobre os funcionários públicos, sobre os empresários, etc., etc., agora são os próprios Juízes que são despudoradamente pressionados, condicionados, ameaçados, «congelados».

É mesmo tão grave que ainda me vai levar a reconsiderar a minha opção pelo voto branco: é que, por mais que me custe votar na Manuela e nos seus anõesinhos, repugna-me vir (ou continuar) a ser governado... por «isto».

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

...de mal a pior...

Esta demissão de Fernando Lima é muitíssimo estranha. Conheço-o dos meus tempos de política activa e custa-me a acreditar que tenha feito o que quer que seja sem instruções específicas ou sem a aprovação expressa do Presidente da República. Ao afastá-lo, o Presidente fica enfraquecido: os seus apoiantes mais próximos não vão confiar nele da mesma maneira.
Por sua vez, o enfraquecimento político do Presidente é péssimo para o País. Na falta de maiorias, a próxima solução de governo necessita de uma mediação presidencial e pode mesmo vir a precisar de um reforço da intervenção da Presidência da República na governação durante o próximo quadriénio.
Vejo com muita preocupação a situação política, em Portugal, a degradar-se aceleradamente, quando é previsível o agravamento da situação económica e o aprofundamento da crise social.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

the day after

Muito mais do que o que se diz e faz nas campanhas, nos debates e até nos gatos fedorentos, interessa-me o que se fará quando isto tudo passar, seja qual for o governo... no dia seguinte.
Olhando para situação da economia e das finanças, as perpectivas são péssimas. O próximo governo, seja ele qual for, vai ter de tomar medidas draconianas. Não sei quais serão e nem me apetece pensar nisso.
Mas, já agora, recordo que, na Hungria, o IVA foi subido para 25% (com um efeito dramático nos preços) e a função pública foi reduzida a 12 meses por ano.
Pensem nisto.

sábado, 12 de setembro de 2009

por que não um concurso público europeu ...

Os treinadores de futebol, os consultores económicos, os médicos, os músicos, os professores universitários podem - e têm sido - recrutados no estrangeiro para satisfazer as necessidades do país quando os nacionais não servem.
Era uma boa ideia abrir concurso público europeu para primeiro ministro e tentar recrutar Blair, Delors (já um bocado velho, mas óptimo), Sarko, ou - sei lá -  outra pessoa competente que nos tirasse deste dilema de ter de escolher entre estes dois trengos.
Não seria de ponderar, na próxima revisão constitucional, a possibilidade (liberdade) de candidatar cidadãos europeus verdadeiramente capazes?

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

o Procurador-Geral da República

Com o perfil que foi lhe sendo dado, o Procurador-Geral da República deveria funcionar como o Pretor na República Romana (não no Principado nem no Império)- o Praetor Urbanus - e ser eleito pelo Parlamento, por maioria qualificada.
Responderia, então, perante o Parlamento e o POVO, pela política criminal e pelo combate à criminalidade, e seria destituido pelo Parlamento. A Polícia Judiciária ficaria na sua dependência directa e deixaria de ser uma Direcção-Geral do Ministério da Justiça.
O PGR teria de prestar contas, o que hoje não sucede. Explicar o que faz e, principalmente, o que não faz; porque é que constitui arguido o Dias Loureiro e não o Sócrates. Esta espécie de «legitimidade divina» do PGR é incompatível com os mais básicos princípios de democracia e só pode suscitar a maior desconfiança nos cidadãos.
Quando andava na política, fiz esta proposta e quase que me bateram.
Enfim, cada povo tem as instituições que merece.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

lá está ela, a Manuela, a deitar pela janela...

Lá está ela, a Manuela, a deitar pela janela, a vantagem eleitoral que a descredibilização de Sócrates lhe tinha oferecido num bandeja (numa gamela?).
Tal como Barroso, há uns anos, (lembram-se do cherne?) entrou na campanha com maioria absoluta e saíu com relativa; e só não acabou por perder porque a campanha acabou a tempo.
E agora, a Manuela, indignou-se com a asfixia democrática.
Pois... disso sabe ela... a Manuela... que tão zelosamente a tem aplicado dentro do seu próprio partido.
Que balela...
De gaffe em gaffe... lá vai ela... a Manuela... a deitar pela janela...

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Restauração da Monarquia pelo 31 da Armada

(em azul e branco)

Na República das Bananas, estavam todos os macacos a comer as bananas quando - eis senão quando - a Monarquia foi restaurada pelo 31 da Armada.


O macaco Costa ainda não se demitiu, os outros macacos também não. Não deram por isso, ainda não acabaram de engolir a sua banana.

Isto é o fim da macacada!

sábado, 8 de agosto de 2009

the empire strikes back

Do Expresso:

PSD: Abaixo-assinado sugere a Carreiras que se demita

Um abaixo-assinado contra o presidente da Distrital do PSD de Lisboa, Carlos Carreiras já recolheu mais de uma centena de assinaturas de Delegados à Assembleia Distrital sugerindo ao dirigente social-democrata que se "cale ou se demita".

A máquina política da Manuela entrou em acção repressiva. Quer o poder total. Nos próximos dias veremos outros abaixo-assinados teleguiados contra as outras distritais que se atreveram a pensar pela sua cabeça.

Isto nada tem e surpreendente: a Manuela não é inteligente, mas é rancorosa.

Só surpreende o número de assinaturas - 50 - que é ridiculamente pequeno. É claro que vão aparecer mais assinaturas. Mas era preciso publicitar já no primeiro fim de semana e lá se telefonou para a agência de comunicação para «pôr» no Expresso.

Era bem melhor que a Manuela se dedicasse mais ao País, que bem precisa, em vez de gastar toda a energia e a pouca inteligência que tem em manobras internas de poder.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

calábria lusitana

Hoje, os dois partidos de poder - PS e PSD - representam uma clique de empresas/empresários que vão engolindo os subsídios europeus. Os dois partidos são os 'braços políticos' daquelas empresas/empresários. Embora formalmente haja uma democracia em Portugal, realmente há uma oligarquia mediaticamente assistida. O rotativismo entre PS e PSD, com umas coligações pelo caminho, assegura a perenidade do poder daquelas empresas/empresários. O povo, esse, continuará pobre e (pre)ocupado com o futebol.

Esta situação política é igual à que existe na Calábria, terra que se mantém com uma economia persistentemente deprimida, enquanto os subsídios europeus vão parar às mão da máfia.

Comentando isto com uma amiga italiana, dizia ela: isto é igual à Calábria, só que aqui a máfia não mata.
Perguntei, interessado: porque? aqui a máfia é mais fraca?
E a resposta foi que não, que aqui a máfia é mais forte, não precisa de matar, está no governo.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

votar em quem? votar em quê?

Vou ocupar os dias que me separam da eleição a decidir se voto branco ou em qualquer coisa que não seja o PSD.

Note-se que sou fundador do PSD e continuo a ter as minhas quotas em dia; e que tudo isto me repugna e me desgosta.

Mas, por fidelidade à ideologia do PSD, partido que ajudei a fundar, não poderei votar PSD.

Uma das coisas fundamentais que retenho dessa ideologia é que se deve votar em consciência e liberdade, e nunca por obediência, por cálculo, por espírito de grupo, ou como um mal menor. Nunca se deve ceder à imposição de um voto com que não se concorda. Sejam quais forem as consequências.

É assim a cidadania.

Nada disto encontro no actual PSD, nos seus candidatos, na sua direcção.

o défice neuronal da Manuela




- 59 a favor
- 37 contra
- 5 abstenções

Foi com esta votação que a Manuela e o seu grupo impuseram as listas de candidatos com que o PSD se vai apresentar às legislativas. Vai dividido, desavindo, desunido e enfraquecido. A óptima receita para perder.

A falta de inteligência da Manuela é uma liability para o PSD. Esta era a ocasião de fazer o contrário, de incluir em vez de excluir, de unir em vez de dividir, de renovar em vez de ir buscar as velharias (uma delas é ela própria).

O PSD está in deep trouble. Não vai dizer nada de novo aos eleitores. Concorre com os cavalos cansados do Loureirismo-Barrosismo-Manuelismo e com os Santanetes. É todo o sector negocista do partido - o PSDinheiro. Não vai ter grande resultado. Nas eleições, o voto é por cabeça, não é por capital.

Enquanto não se livrar da Manuela et al, dificilmente se poderá contar com o PSD. Depois das eleições haverá muita reconstrução para fazer.

O grande derrotado: Pacheco Pereira. Perdeu a credibilidade. Passou anos a criticar o aparelhismo para se aproveitar dele logo que teve a oportunidade. Tem uma qualidade no quadro da política baixa: fala bem. Quando ao resto, está tudo dito.

domingo, 28 de junho de 2009

credibilidade

Este fim de semana ficou apurado, sem margem para dúvidas, que o Governo sabia do negócio PT/TVI desde o início do ano.
Esta é mais uma vergonha com que Portugal é presenteado por Socrates e sua gente. É impossível acreditar no que quer que esta gente diga. Mentem... mentem... mentem... compulsivamente.
Não há credibilidade que possa resistir a tanta mentira. Foi a licenciatura, foram as assinaturas dos projectos feitos por outros, foi o Freeport... e agora o caso PT/TVI. Pelo caminho ficam todos os outros que ainda não se descobriram.

Ao contrário Manuela Ferreira Leite é credível, é séria, tirou mesmo o curso que tem, nunca assinou provas redigidas por outros, e nunca se envolveu em casos de corrupção.
Embora não tivesse o meu apoio político desde o início, não vejo razão para não votar nela.

O célebre «choque de culturas» não se dá entre Ocidente e Islão.
É aqui em Portugal que se chocam duas culturas incompatíveis: a cultura dos mentirosos e aldrabões encabeçada por Sócrates e a cultura das pessoas sérias e de bem representada por Manuela Ferreira Leite.

A escolha é fácil.

O pior é saber quem irá constituir o seu governo.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

shame on him

Foi tal a crítica, foi tal o clamor, que Socrates se viu forçado a recuar com o negócio PT/TVI.
Ainda bem.
Resta saber agora se aparece algum testa de ferro a fazer a mesma coisa.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

network

Só quem for completamente distraído é que não percebe que a PT fez um frete ao Governo no negócio da TVI. Além da golden share que o Governo tem na PT, também a Caixa Geral de Depósitos tem lá uma posição accionista de poder. E, last but no least, o Grupo Espírito Santo, cujo «padrinho» tem tomado posições públicas abertamente favoráveis a Sócrates, desde há anos que manda claramente na PT.

Existe uma rede (network) de interesses político-empresariais que toda a gente bem informada conhece, mas de que só se fala em surdina, que trabalha desesperadamente para manter Sócrates no Governo. Está muito dinheiro em jogo.

Vale tudo. Não é crível que Sócrates não soubesse... mais, não é crível que Sócrates não quisesse.

PS: É engraçado como Granadeiro aparece a dizer que não falou com Sócrates. Por um lado, não era necessário que tivesse falado, porque há outros canais de comunicação; por outro, não é evidente que esteja a falar verdade. Será que ele acha que a sua palavra beneficia de presunção de veracidade? Que tonto! Foi fazer mais um frete.