segunda-feira, 8 de junho de 2009

boa !!!

Já estava à espera que o PSD ganhase, mas não que o PS tivesse este desmoronamento. Foi telúrico. Commonsense está contente. Já enjoava e socretinismo.

Esta eleição significou várias coisas, sem hierarquizar:

O fim do socretinismo. Não basta pôr um metrossexual a governar, apoiado por empresas de sondagens e de imagem, pela imprensa alugada e por milionários sem escrúpulos. A versão portuguesa da política neo-con falhou redondamente. Já não vai renascer.

O desmascarar das empresas de sondagens: ainda há alguém que acredite que são sérias, que não são encomendadas e manipuladas de à vontade de quem as paga?

Que os socialistas verdadeiros, i. e., os alegristas foram votar no bloco, mas voltarão ao PS desde que com outro líder. O que vai desencadear no PS a noite das facas longas.

Que se o CDS fosse liderado pelo Nuno Melo era capaz de crescer. O que pode desencadear no CDS a noite das facas longas.

Que com Rangel a liderar, o PSD pode recuperar o "dente" de outrora. O que poderá desencadear no PSD a noite das facas longas.

Que a direita portuguesa (incluindo o centro-direita) recuperou os seus 42% que sempre teve. Mais vai ter de ir buscar votos à abstenção.

Que o governo já não pode avançar nos projectos megalómanos de grandes obras públicas e que os construtores respectivos vão ficar em dificuldade. E o que vai ser do financiamento do PS?

Que até ao fim deste ciclo eleitoral, Portugal vai viver em campanha. Quem conseguir mobilizar os abstencionistas poderá ganhar.

Que não haverá um nova maioria absoluta. O que resultará numa coligação de governo liderada politicamente por Cavaco.

Mas o que mais me impressionou foi a insanável incapacidade de Sócrates, de entender o que aconteceu, quando disse que nada mudaria. Se fosse inteligente - que não é - dirgir-se-ia aos portugueses e diria que tinha compreendido e ouvido a sua voz... que ia respeitá-la... e que ia mudar. Cavaco fez isto quando perdeu a autárquicas e voltou a ter uma maioria absoluta. Mas Socrates está tão longe de Cavaco.

Commonsense está optimista e contente.

Boa !!!

sábado, 6 de junho de 2009

aos meus amigos

Aos meus amigos, eu peço: vão votar no domingo.
Votem como quiserem, bem, mal ou péssimo, mas votem.
Se acharem todos maus, tudo a mesma coisa, que não vale a pena, que a Europa é uma m., votem em branco, mas votem.
Não votar é sair do mundo dos cidadãos e passar para o mundo dos súbditos.
Sobretudo, percebam que se tudo está mal, não votar vai fazer tudo pior: não votar é entregar o ouro ao bandido.
Se não concordarem com o que eu digo, tenham fé... ou façam-me um favor.
Vão votar.
Obrigado.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

good riddance

Some of Britain’s biggest hedge funds have warned the UK Treasury they will be forced to leave the country unless a draft European directive is radically changed.

Some have already begun back-up preparations to move to Switzerland in case the rules – described by one manager as a “French plot against London” – are not rewritten. New York is also a possible destination, according to another.

Esta notícia, publicada ontem no Financial Times, dá-me alento para votar na eleição do Parlamento Europeu. É sinal de que a UE não anda às ordens dos especuladores financeiros. É um bom sinal.


segunda-feira, 1 de junho de 2009

e agora foi a General Motors

Faliu a General Motors. Depois da Chrysler e antes da Ford.
Já tinha acontecido a mesma coisa na Inglaterra, cuja indústria automóvel praticamente deixou de existir, com a honrosa excepção de pequenas ilhas de excelência, de pequenos construtores de altíssima qualidade, mas sem produção em massa.
O mesmo hiper-liberalismo teve as mesmas consequências: a destruição do sistema produtivo industrial em benefício de um sistema financeiro especulativo que, por sua vez, está também a falir.
A Opel alemã tinha sido apropriada pela GM no fim da guerra. Discutiu-se muito na Alemanha - continuar-se-á a discutir - se devia ou não ter ter fechado. O seu encerramento iria deixar respirar as outras indústrias automóveis, não só alemãs, mas também europeias.
Mas não é isso que está a acontecer. Está a ser comprada por uma indústria de componentes canadiana, com financiamento bancário russo. Vejamos o que isto dá.

sábado, 30 de maio de 2009

dedicated follower of fashion

O nosso Sócrates faz gosto em andar sempre bem vestido. Dizem os amigos que é o mais bem vestido primeiro ministro do mundo. Ele dedica-se a isso.

Em homenagem e esta sua característica, mais uma dos Kinks (com letra e tudo):


first they ignore you...

First they ignore you,
then they laugh at you,
then they fight you,
then you win.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

o provedor

Era bom não insistir mais em dois candidatos que não entusiasmam.
Com a campanha a que se prestaram, ficaram ambos partidarizados e, por isso, passaram a ser muito maus candidatos.
Um Provedor da Justiça tem de ser um senador, que seja respeitado em geral e independente dos partidos.
Nenhum destes serve.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

too little too late

Dias Loureiro demitiu-se do Conselho de Estado e pediu à PGR para ser ouvido. Finalmente!
Explicou que só agora o fez porque começou a ouvir que se estava proteger no Conselho de Estado.
Não disse rigorosamente mais nada.

Convenhamos que é pouco demais e tarde demais.

agora o Terreiro do Paço

O Terreiro do Paço é a segunda praça mais bonita do mundo, a seguir à Piaza Navone em Roma.

É bom que seja bem tratada.

Mas o que se está a preparar para lá, como sempre sem concursos públicos, sem transparência, a favor de amigos do poder, enche-me de inquetação.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

ressurexit

O blog commonsense original, no sapo, renasceu. Os sempre prestáveis e muito competentes assistentes conseguiram, não sem grande esforço trabalho, remover e corrigir o bug que impedia o login

Commonsense exprime publicamente o seu agradecimento.

Agradece também a hospitalidade ao blogger, onde commensense foi entretanto asilar.

Commonsense regressa a casa - no http://commonsense.blogs.sapo.pt - trazendo todos os posts entretanto colocados no blogger, com as respectivas imagens, vídeos e comentários.

sábado, 24 de janeiro de 2009

girls will be boys and boys will be girls

A propósito do tropismo transsexual da moção de Sócrates ao congresso do PS, commonsense recorda um êxito dos Kinks (1970): LOLA

se walked like a woman and talked like a man


Sócrates em apuros (2) isto é uma vergonha!

Esta história do Freeport já me tinha cheirado a esturro.

Agora, com a polícia inglesa à procura do subornador, fica(m) o(s) subornado(s) em muito piores lençóis. É que não vai ser fácil abafar a coisa. Continuemos a seguir com atenção...

Mas agora há uma nova dimensão. O que se passa é uma vergonha para Portugal, para os Portugueses e para a justiça portuguesa que só se (re)lembrou do processo quando os ingleses se meteram.

Isto é uma vergonha!

Good luck Barack Obama

By Pete Seger

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Os nomes e as coisas

A maior parte das coisas costuma ter nome. Este nome serve para as designar e para as identificar, impedindo que sejam confundidas com outras.

Mas o nome que se dá a uma coisa não determina nem muda a sua natureza, o seu ser.

Assim, se chamarmos esfera a um cubo ela não deixa de ser cubo; se chamarmos cão a um gato ele não passa a ladrar; se chamarmos vento à terra, ela não passa a soprar.

Isto vem a propósito da pretensão de chamar casamento à união homossexual: não é por se lhe dar esse nome que passa a ser um casamento: continuará a ser o que é.

Esta é uma falsificação socretina. As coisas são o que são, sejam quais forem os nomes que lhes chamem, e não mudam de natureza com a mudança de nome.

Também o nosso Sócrates, por lhe chamarem Sócrates, não passou a ser sábio, nem filósofo, nem a saber que nada sabe.

Esta ideia socretina de chamar casamento à união homossexual poderá render votos à esquerda, mas irá aprofundar o fosso que já tinha sido cavado com o aborto. Em vez de unir os portugueses divide-os, em vez de concórdia trás divergência.

Isto vem de uma estratégia socretina de dividir a direita em duas: a direita dos valores e a direita dos interesses. Comprar a direita dos interesses com obras públicas e castigar a direita dos valores com um ataque serrado aos valores tradicionais. Simultaneamente, seduzir a esquerda com o aborto, uniões homossexuais e o que mais aí vier.

Se lhe derem o tempo e os votos.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

socretinos

São os adeptos, seguidores e admiradores do Sócrates.

O neologismo, de minha invenção, é necessário porque seria uma falsificação grave chamar-lhes «socráticos».

Na mesma linha, as ideias, frases, políticas, etc., do Sócrates são socretinas e pode falar-se também em socretinisses.

Vou passar a usar esta terminologia.