sexta-feira, 17 de julho de 2009

Freeport again: os truques do costume

Lopes da Mota invocou suspeição do inspector que dirige o seu inquérito no processo disciplinar que lhe foi instaurado no Ministério Público. Pede o seu afastamento.

São os truques do costume para atrasar processo.

Este processo do Freeport parece um abutre. Voa em círculos à volta da vaca moribunda. E vai poisando em árvores cada vez mais próximas. Já lá estão todos menos o principal. Parece estar à espera que deixe o cargo de Primeiro Ministro.

A propósito: alguém se lembra do processo Casa Pia?

Ah estes socialistas com avental...
Parecem isentos de responsabilidade criminal...

(até rima!)

quarta-feira, 15 de julho de 2009

a ignorância é atrevida

Depois de ter sido seriamente admoestado na Comissão Parlamentar de Inquérito sobre a incompetência da supervisão do Banco de Portugal no caso BPN, Constâncio veio a público tirar desforço com uma arrogância e um atrevimento que não podem deixar de ser aqui severamente estigmatizados.
Já não só pela inconsistência, incompetência, falta de eficiência, falta diligência, falta de zelo e falta de brio que revelou, mas agora pela impertinência e atrevimento com que se exprimiu.
Além de não compreender o conteúdo do seu dever funcional como Governador do Banco de Portugal, Constâncio mostrou agora não compreender a relação constitucional entre o Parlamento e as suas Comissões de Inquérito, por um lado, e o Banco Portugal e o seu Governador, pelo outro. Não compreendeu que é nomeado pelo Presidente e pelo Governo, ambos legitimados pelo voto democrático dos portugueses, e que o Parlamento e as suas Comissões de Inquérito agem em nome e com a legitimidade do voto popular democrático.
Constâncio actua de acordo com uma escala hierárqica errada: acha que no topo estão os Bancos e os banqueiros, em segundo lugar está o Banco de Portugal e o seu Governador e no degrau mais baixo de hierarquia, o Parlamento, os seu Deputados e as suas Comissões de Inquérito.
Constâncio não percebeu mas tem de perceber que é ao contrário: em primeiro lugar está o Parlamento, os Deputados eleitos e as Comissões Parlamentares de Inquérito, em segundo lugar o Governo, em terceiro o Banco de Portugal e o seu Governador e só em quarto lugar os Bancos e os seus banqueiros. Constâncio não compreende a diferença entre uma democracia e uma oligarquia e age como se o sistema político-constitucional português fosse uma oligarquia e não uma democracia.
Pior que um incompetente, Constâncio é um ignorante atrevido.
É inadmissível a arrogância e a falta de respeito com que se referiu ao Parlamento, aos Deputados e à Comissão Parlamentar de Inquérito.

domingo, 12 de julho de 2009

contentores revisited

MP prepara investigação ao contrato de exploração do Terminal de Alcântara

O terminal ainda vai terminar mal.

Já era de esperar. É mais uma golpaça da dupla Mota-Engil / PS - Mário Lino.

É simples de compreender.

A Liscont estava no fim da concessão e, por isso, já só tinha pouco valor de venda. Daí, toca de prorrogar o contrato de concessão, para que passe a poder ser vendida por um preço apetecível. Como a prorrogação sem concurso é ilegal, é fácil, faz-se por Decreto-Lei. Asim passa a ser legal. Mas não é, porque um Decreto-Lei para um caso só e como este é tão impugnável como um despacho. Além disso, já há jurisprudência do Tribunal Europeu a considerar ilegal este tipo de trapaça.

Mas, já agora, toca de arranjar um lote de obras fabuloso para a Mota-Engil, dona da Liscont. São obras por todo o lado, desde enterrar o comboio, até aumentar o cais, encolher a doca, refazer o nó ferroviário e rodoviário também. O Jorge Coelho (Mota-Engil) é mesmo assim: manda e manda mesmo no Governo. Pode faltar dinheiro para a saúde, a educação, a justiça e a defesa, para todas a funções de soberania, mas nunca falta para obras públicas faraónicas, para elefantes brancos. É típico de país subdesenvolvido-africano-corrupto.

Ainda por cima, o tão apregoado aumento de tráfego de contentores simplesmente não aconteceu. Em vez de aumentar, reduziu e muito. Era de prever. Qualquer pessoa séria - eu disse "séria" - sabia que a crise económica iria ter esse efeito.

Mas o melhor (ou o pior, conforme a perspectiva) é que o novo contrato inflaciona injustificadamente o nível de tráfego de referência e põe o Estado (quer dizer, nós) a pagar a diferença. Isto é intencional e concientemente danoso para o Estado com correspectiva vantagem para a Liscont e, com ela, para a Mota-Engil. A confirmar-se, esta prática constitui um crime público.

O Ministério Público, no Tribunal de Contas, percebeu bem e deixou-o bem claro. Agora cabe ao Ministério Público - DCIAP - abrir o competente inquérito, investigar e acusar. Tenha a Cândida coragem para tanto!

Commonsense já se tinha referido a este caso. Vital Moreira será capaz de achar que isto é uma «roubalheira»?

terça-feira, 7 de julho de 2009

mais um branqueamento

Afinal a montanha pariu um rato. O relatório da comissão parlamentar de inquérito sobre a nacionalização do BPN e a supervisão bancária simplesmente omite a referência à indesculpavel deficiência de supervisão por parte do Banco de Portugal.
O network funcionou e o branqueamento está alí.
Já não é só o Banco de Portugal a ser uma vergonha nacional, o Parlamento não lhe fica atrás.
Pode continuar tranquilo o Portugal do «faz de conta»: o Banco de Portugal faz de conta que supervisiona e o Parlamento faz de conta que inquire. Com isto, todos fazem de conta que não existiu o Freeport, o Portucale, a Casa Pia, a droga e toda esta gente pouco recomendável que nos governa.
Abrenúncio!

quarta-feira, 1 de julho de 2009

música boa do meu tempo

um novo modelo de supervisão

A constituição de arguido de Dias Loureiro, a liberdade condicional dos principais personagens do BCP e os casos BPN e BPP tornam evidente que o actual modelo de supervisão financeira está esgotado e tem de ser substituído.
Em minha opinião deveria haver apenas uma entidade de supervisão, em vez das actuais três (Banco de Portugal, CMVM e ISP), e sob o controlo do BCE (Banco Central Europeu).
Os supervisores locais nunca poderiam pertencer ao país supervisionado e deveriam ser substituídos, por sorteio, todos os três anos.
Assim se evitaria o fenómeno conhecido por «captura do supervisor pelos supervisionados», tão visível no caso do Banco de Portugal em que se notou um evidente «temor reverencial» de Vitor Constâncio perante os banqueiros.
É claro que no novo modelo não poderia estar quem esteve no antigo.

terça-feira, 30 de junho de 2009

cento e cinquenta anos...

A condenação de Madoff a 150 anos de prisão revela três estupidezes de bradar aos céus:
A primeira é a quantidade de anos. Ninguém vive 150 anos, muito menos quem já tem mais de setenta. Só um sistema penal completamente retrógrado e estúpido é que aplica uma pena destas.
A segunda é o esquema de pirâmide montado por Madoff. Toda a gente sabe que é insustentável e acaba sempre por ruir, logo que os levantamentos se tornam superiores aos ingressos. Já aconteceu com a Dona Branca. Só um estúpido é que o monta e só uma récua de burros é que ali investem.
A terceira foi a localização. Se fosse em Portugal, Madoff estava rico, em liberdade, a beneficiar da presunção de inocência. Tinha financiado os Partidos e os políticos certos e contratado as agências de imagem e os advogados que se sabe. Acabaria os seus dias em liberdade.

Commonsense publica este post em homenagem à estupidez humana.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

mais dente ...

A CMVM aplicou ao BCP uma multa de €5 milhões (um milhão de contos) por ter prestado falsas informações. É lamentável como se chegou a uma situação de total desrespeito pela lei e se criou uma tal (e total) sensação de impunidade. É claro que o BCP, depois de pagar a multa, pode e deve exigir a correspondente indemnização aos administradores ou ex-administradores a quem sejam imputáveis os factos que levaram à sua aplicação.

É bom ver como as Instituições da República começam a mostrar que existem e a dar-se ao respeito.

domingo, 28 de junho de 2009

credibilidade

Este fim de semana ficou apurado, sem margem para dúvidas, que o Governo sabia do negócio PT/TVI desde o início do ano.
Esta é mais uma vergonha com que Portugal é presenteado por Socrates e sua gente. É impossível acreditar no que quer que esta gente diga. Mentem... mentem... mentem... compulsivamente.
Não há credibilidade que possa resistir a tanta mentira. Foi a licenciatura, foram as assinaturas dos projectos feitos por outros, foi o Freeport... e agora o caso PT/TVI. Pelo caminho ficam todos os outros que ainda não se descobriram.

Ao contrário Manuela Ferreira Leite é credível, é séria, tirou mesmo o curso que tem, nunca assinou provas redigidas por outros, e nunca se envolveu em casos de corrupção.
Embora não tivesse o meu apoio político desde o início, não vejo razão para não votar nela.

O célebre «choque de culturas» não se dá entre Ocidente e Islão.
É aqui em Portugal que se chocam duas culturas incompatíveis: a cultura dos mentirosos e aldrabões encabeçada por Sócrates e a cultura das pessoas sérias e de bem representada por Manuela Ferreira Leite.

A escolha é fácil.

O pior é saber quem irá constituir o seu governo.

sábado, 27 de junho de 2009

socretinos


(imagem "colhida" no Blasfémias)

Socretinos: - são os analistas televisivos e jornalísticos que insistem em atacar tudo (e todos) o que se diz e vê na televisão que desagrada ao Sócrates. Fazem-no com argumentos tão inverosímeis, tão disparatados e de tanta má fé, que até ofendem a inteligência de quem os ouve e vê. Chegam a ser contraproducentes.

Eles são os socretinos de serviço.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

dente

Finalmente o Ministério Público recuperou o dente.
Depois de andar a fazer "figura de urso" em tudo o que era criminalidade de colarinho branco, o MP ferrou o dente no Caso BCP.
Um caso a seguir com atenção.

shame on him

Foi tal a crítica, foi tal o clamor, que Socrates se viu forçado a recuar com o negócio PT/TVI.
Ainda bem.
Resta saber agora se aparece algum testa de ferro a fazer a mesma coisa.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

network

Só quem for completamente distraído é que não percebe que a PT fez um frete ao Governo no negócio da TVI. Além da golden share que o Governo tem na PT, também a Caixa Geral de Depósitos tem lá uma posição accionista de poder. E, last but no least, o Grupo Espírito Santo, cujo «padrinho» tem tomado posições públicas abertamente favoráveis a Sócrates, desde há anos que manda claramente na PT.

Existe uma rede (network) de interesses político-empresariais que toda a gente bem informada conhece, mas de que só se fala em surdina, que trabalha desesperadamente para manter Sócrates no Governo. Está muito dinheiro em jogo.

Vale tudo. Não é crível que Sócrates não soubesse... mais, não é crível que Sócrates não quisesse.

PS: É engraçado como Granadeiro aparece a dizer que não falou com Sócrates. Por um lado, não era necessário que tivesse falado, porque há outros canais de comunicação; por outro, não é evidente que esteja a falar verdade. Será que ele acha que a sua palavra beneficia de presunção de veracidade? Que tonto! Foi fazer mais um frete.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

porquê nós, porquê aqui, porque tanto servilismo

Alguém me explica porque razão vai Portugal receber, não um, não dois, mas três prisioneiros de Guantanamo? A Itália recebe um, a maioria dos países europeus nenhum... e Portugal, sem ninguém lhe pedir, oferece-se para isto.

Espero bem que fiquem e casa do ministro Amado. Mas não. Vão ter protecção (ou guarda) policial 24 horas por dias (três turnos), o que constitui uma enorme despesa com o dinheiro que nunca há para os portugueses que precisam.

E ninguém sabe de que tipo de pessoas são: de que país de origem, de que religião, de que é que foram acusados, são perigosos ou não, são inocentes ou não.

Se são inocentes, deviam ser devolvidos à sua terra, libertados onde foram capturados e devidamente indemnizados.

Se não são inocentes, se são violentos, se são perigosos... o que é que vêm fazer para cá?!

Isto é um escândalo que não pode ser permitido.

Porquê nós, porquê aqui, porque tanto servilismo do governo português ? !

domingo, 21 de junho de 2009

quem vai ser o próximo pm?

Em princípio, Sócrates vai perder as eleições legislativas. Com uma queda eleitoral como teve e a insensatez da tentativa de mudança de imagem, não é natural que a perda de credibilidade que sofreu possa ser reparada a tempo.

Se já se sabe quem vai perder, a questão é saber quem vai ganhar.
O candidato natural é o PSD. Mas atenção, o PSD tem de dizer quem é que vai ser o seu Primeiro Ministro, porque o apoio de Manuela Ferreira Leite é limitado. Muita gente se recorda ainda das suas passagens pelas Finanças e pela Educação e receia uma política de dureza pela dureza, de firmeza pela firmeza, de disciplina pela disciplina, que venha piorar ainda mais as dificulades e a qualidade de vida dos portugueses.

Commonsense acha que o PSD, sem prejuízo de manter, ou não, MFL como líder do Partido, deve apresentar Rui Rio como seu candidato a Primeiro Ministro.

Rui Rio será um candidato ganhador.