sábado, 19 de dezembro de 2009

às Lollas cá da terra

girls will be boys
and boys will be girls

A propósito das vitórias políticas das Lollas cá da terra


a lei e a natureza das coisas

A lei pode dizer que 2+2=3. Pode dizer que Sócrates é Engenheiro, que o Partido Socialista é sério, que as obras públicas são honestas, que o défice orçamental é aquele.
Não adianta: é mentira.

A lei pode revogar a morte em homenagem ao direito constitucional à vida.
Pode revogar a doença em homenagem ao direito constitucional à saúde.
Pode abolir o desemprego, em homenagem ao direito constitucional ao trabalho.
Não resulta: a realidade é o que é e não o que a lei diz.

A lei pode dizer que a baleia é um peixe, que o morçego é um pássaro ou que uma zebra é uma cavalo às riscas.
Não adianta: as coisas são o que são e não o que a lei possa dizer que são.

A lei pode decretar os casamentos homossexuais, o tribunal constitucional pode confirmá-los, os jornalistas podem adorá-los, os maricas e as fufas podem festejá-los.
E daí? o casamento será sempre o que sempre foi.

Commonsense continuará a não aceitar casamentos homossexuais,

Este foi mais um prego no caixão da segunda república: a mais corrupta, a mais porca e a mais imoral de todas.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

oh patego ...

Notícia de primeira página nos jornais: o circo de aviões de acrobacia redbull sai do Porto e vem para Lisboa.
Para isso, pagou-se bom dinheiro.
Vai gastar combustível, carregar carbono para a atmosfera, fazer efeito estufa, uma barulheira infernal, interditar um bocado do Tejo aos lisboetas... Isto, se não cair nenhum daqueles brinquedos na Torre de Belém.
É isto mesmo a imagem do regime: é preciso entreter os imbecis com jogos infantis, enquanto a crise se aprofunda.
Circensses sine pane
ou, em português
Oh patego olhó avião.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

a propósito de funerais...

Já agora, e a propósito de funerais: vai ser um lindo enterro o que nos espera.

Sócrates não estava obrigado a aceitar o encargo de formar governo e governar em minoria relativa. Se o fez, deve negociar realmente com a oposição, em vez de passar a vida a queixar-se e a vitimizar-se. Mas o que é que ele queria? continuar a governar do mesmo modo como se não tivesse perdido a maioria absoluta?

O voto político das últimas eleições foi muito claro: um governo em diálogo e negociação com as oposições. Sócrates, repito, não estava obrigado a aceitar o cargo de governar nestas condições, mas aceitou e tem de cumprir. E não adianta apelar para o Presidente ou fingir que se vai demitir, ao estilo "agarrem-me senão eu demito-me"

Quem perde com tudo isto é Portugal e os Portugueses. Mas, verdade seja, a culpa também é deles. Quem os mandou votar em Sócrates outra vez?

Vai ser um lindo enterro.

domingo, 13 de dezembro de 2009

o funeral de Alex (The Big Chill)

Hoje esteve uma dia fantástico e estou particularmente bem disposto. Ninguém diria que me apetece ver uma funeral.
Mas, no meio da mediocridade nacional, apetece-me o génio desta cena fantástica com que acaba um filme inesquecível para a minha geração: Os Amigos de Alex (The Big Chill)

sábado, 12 de dezembro de 2009

Airbus A400

Vou pela primeira vez o Airbus A400. É um avião militar cargueiro de enorme capacidade e eficiência com tecnologia futurista, capaz de superar a crónica falta de mobilidade das forças armadas europeias. Pode transportar soldados em grande número mas, o que é novo, um blindado ligeiro ou mesmo dois helicópteros de ataque. Descola e aterra em pistas de terra curtas e é essencial para abastecimento em voo de aviões de combate, de helicópteros e até de outros A400. A sua capacidade em missões humanitárias é enorme.
É um passo de gigante para uma capacidade militar credível da União Europeia.
Aí vai o filme oficial:

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

homossexuais casadoiros

À beira da bancarrota em que é que pensa o Governo Socialista: no casamento dos homosexuais.
É mais uma maneira de fugir à realidade - v. denial syndrome - ou de tentar provocar o derrube do Governo? é uma simples garotice? para quê a pressa? há alguém assim tão apaixonado no Governo ou no PS?
O Governo e o PS (são a mesma coisa) andam a tentar provocar o Presidente da República a intervir na política interna. Será para o responsabilizar por não neutralizar as iniciativas da oposição? será para o colar à oposição? será para o levar a dissolver o Parlamento e convocar eleições antecidapas? ou pensam mesmo que têm direito a governar sem oposição? sem ter de negociar com as outras forças parlamentares?
O Presidente vai pronunciar-se publicamente em breve: no Natal não vai dizer nada que não seja natalício, mas no fim do ano vai falar ao País e aos Portugueses e então vai ter de dizer algo de substancial e relevante. Não tem sentido provocá-lo antecipadamente.
Entretanto, Portugal continua a afundar-se. Vai entrar em Janeiro sem orçamento e a funcionar por duodécimos. Mas como é possível que suscite credibilidade que necessária para obter crédito externo, financiamento, investimento. Até as célebres obras faraónicas são impossíveis no sistema de duodécimos.
Entretanto, na Irlanda, são reduzidos os salários, na Hungria os funcionários já só ganham 12 meses por ano. E em Portugal, ninguém repara, ninguém se interroga, ninguém se aflige. A oeste nada de novo?
A prioridade do Governo PS é satisfazer anseios de homossexuais casadoiros.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

denial syndrome

Denial is a defense mechanism postulated by Sigmund Freud, in which a person is faced with a fact that is too uncomfortable to accept and rejects it instead, insisting that it is not true despite what may be overwhelming evidence.

Numa primeira fase, negaram que houvesse crise económica; numa segunda fase (actual), acusam-na de ser de indução externa e negam de seja uma crise económica interna.

Enquanto continuarem a negar não começarão a enfrentar.

Haverá por aí algum psicanalista patriota que esteja disposto a falar com eles?

Depois da Islândia e do Dubai, a seguir à Grécia ...

Na ordem económica e política internacional que se seguiu ao fim de Bretton Woods, à deregulation e ao Euro, ninguém pensava que poderiam acontecer sovereign defaults.
Mas houve...
Primeiro foi a Islândia faliu. Os islandeses endividaram os seus bancos a tais níveis que acabaram num estoiro financeiro global. Numa terra com pouco sol, nem sequer se revoltaram, conformaram-se, empobreceram, entristeceram e elegeram uma governo que os quer inserir na União Europeia. O pior é que a União europeia não os quer... pelo menos no estado em que estão.
Pensou-se que se ficava por ali, mas não...
Depois foi o Dubai. Paraíso financeiro e imobiliário, colapsou pela falta de procura para aqueles disparates de construção e especulação. Pode ser espectacular, mas ninguém quer comprar aquilo. A Dubai World, empresa imobiliária «sovereign», apesar de o governo local ter expressamente excluído a sua responsabilidade, acabou por ter de ser pegada ao colo pelo Estado, que está a falir com ela.
Coisas longínquas e exóticas dir-se-á, mas talvez não...
A próxima, diz toda a gente, vai ser a Grécia. Os gregos, gente de sangue quente e tradicionalemente «trouble makers» já desataram a partir tudo na rua, a enfrentar a polícia com cocktails molotov, etc., e a mostrar que vem aí o pior.
E os próximos? Interrogam-se os portugueses....
Os próximos somos nós.

domingo, 6 de dezembro de 2009

Copenhaga - Deus queira que sim.

Muito mais do que o futuro da preservação da natureza, o que está em jogo na Conferência de Copenhaga, que agora começou, é a saúde da comunidade internacional, do multilateralismo, da Humanidade.
Eu sei, eu sei, que os objectivos de Copenhaga são caros. Mas não creio que tragam, só por si, uma degradação da qualidade de vida. Pelo contrário, poderão evitar o progressivo envenenamento do ambiente em que vivemos. Pode, é verdade, estragar o consumismo desenfreado das últimas décadas, mas isso não é tão mau assim.
Eu também sei que a questão do aquecimento global está seriamente posta em causa pelo «climagate». Mas sempre achei exagerado o catastrofismo que o envolvia. Nunca estive seguro e continuo a não estar de que haja, sequer, um aquecimento global, muito menos que seja induzido pelas causas que lhe atribuem ou que tenha as consequências dramáticas que lhe anunciam. Mas acho que é preciso não permitir que a ganância acéfala e a sofreguidão do dinheiro, conspurquem e envenenem o ambiente de todos.
Mas, voltando ao tema.
De Copenhaga, o convívio dos povos e das nações do mundo vai sair reforçado, ou não.
Deus queira que sim.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

o Tratado de Lisboa


Entrou em vigor, hoje, o Tratado de Lisboa. Já não era sem tempo.
Foi pena que se tivesse perdido tantos anos e se acabasse com uma versão reduzida do que eu gostaria que tivesse sido feito. É verdade, é verdade, que muita gente não se habituou ainda à ideia e continua a sentir-se mais cosy no seu paísinho pequeno, à beira-mar plantado, com manjerico à porta e janelas com tabuínhas. Mas sem um mínimo de dimensão e de massa crítica, nenhum país europeu conseguiria manter-se e manter o estatuto a que se habituou, quer no aspecto económico, quer no diplomático, quer ainda no militar. Primeiro viria a irrelevância, depois o esgotamento económico, e finalmente a dominação.
Estou contente. Foi reforçada a unidade, a democraticidade e a eficiência.
A Europa é uma cultura riquíssima, com muitas cambiantes e especificidades. E não é necessário perder o que é próprio de cada povo europeu. Há muito mais de comum do que de incomum. A Europa é a terra mais civilizada do mundo e é a civilização mais rica do mundo. É também a maior economia do mundo.
Eu sou um europeu.

sábado, 28 de novembro de 2009

a sucata (2) que sucata de justiça

Soube-se agora que no dia 25 de Junho de 2009 (a imprensa diz que foi neste dia) os suspeitos da processo da sucata souberam que estavam sob escuta e mudaram de telemóveis.
Foi nesse dia que as certidões do processo chegaram à Procuradoria-Geral da República.
Que sucata de justiça!

a sucata (1) o PGR

Com este post começa uma série - tipo telenovela - sobre a sucata (leia-se: lixo) que governa e manda neste país. Como o inglês no Uganda, Commonsense vai acompanhar o tráfego da sucata.
Para começar, circunstancialmente, é hoje noticiado que o PGR recusou a constituição de Manuela Moura Guedes como assistente no processo da Face Oculta. Porquê?
Vejamos:
O Código de Processo Penal, no artigo 68/1/e), diz que se pode constituir assistente, além de casos específicos,«qualquer pessoa nos crimes contra a paz e a humanidade, bem como nos crimes de tráfico de influência, favorecimento pessoal praticado por funcionário, denegação de justiça, prevaricação, corrupção, peculato, participação económica em negócio, abuso de poder e de fraude na obtenção ou desvio de subsídio ou subvenção.»
Não se percebe, por isso, qual o fundamento para recusar à Manuel Moura Guedes o estatuto de assistente.
A sucata não gosta da Manuel Mora Guedes e tem medo dela. Mas qual será a razão?
Será porque nas célebres escutas se ouve o Sócrates e dar Instruções ao Vara para que o BCP financiasse a compra da TVI para correr dali «aquela P...» ?
Mais isto leva-se a perguntar: a Face Oculta é a face oculta de quem? de uma ou mais pessoas?
O PGR tem de ter cuidado porque o seus comportamento processual - tal como aparece exteriormente - começa a tornar-se suspeito de proteccionismo ou favorecimento.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

o Dubai

Agora foi a vez de rebentar a bolha imobiliária do Dubai.
E ainda há quem acredite na racionalidade do mercado.
O problema é que já ninguém tem onde pôr as poupanças: debaixo do colchão? em ouro? depositar notas no cofre do banco? ou acumular géneros alimentícios?
Talvez comece a valer a pena comprar terra agrícola produtiva, com vaca para dar leite e cabritinho.... e voltar à troca directa.
Entretanto, podem dar nóbeis da economia a todos os economistas: um a cada um.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

muitas crianças a chorar

Mais um ano, já nem sei quantos já la vão, desde que começou o maior e o mais nojento processo da justiça portuguesa.
O festival de chicana processual, o poder económico e mediatico dos pedófilos, a fraqueza económica e social das vítimas, os grupos de interesse envolvidos, conseguiram contaminar a justiça portuguesa com aquela lepra da perversão, da corrupção, da anomia.
A anomia é a falta total de princípios, de valores e de regras morais.
Com o auxílio de opiniões jurídicas em pareceres comprados a dinheiro, de advogados mercenários cuja consciência é lavada a dinheiro, com o auxílio de jornalistas cúmplices complacentes cujas prosas são inspiradas a dinheiro, e com a cumplicidade dos muitos adeptos desconhecidos (mas reais) daquelas práticas abomináveis, receio bem que não venha a ser feita justiça.
No fundo estamos mais uma vez perante o poder crescente do loby gay. Sim, Gay, porque no caso da Casa Pia houve muita pedofilia, mas nunca o envolvimento de mulheres ou de meninas. Desde o Pedroso, ao Herman, ao Cruz, ao Ritto (com dois tt, que querido), a todos os outros, é sempre de homosexualidade masculina, de pederastia que se trata, na sua versão mais porca e mais reles, a do aproveitamento da fraqueza das crianças.
A rede da maricagem é extensa e poderosa, e talvez consiga safar os seus pares.
Mas importa não esquecer também que o principal réu do processo é o Estado Português. O Estado que tirou crianças às sua famílias para as internar naquele mostruário onde as mais repelentes criaturas as iam buscar para as abusar sexualmente. Algumas destas crianças viviam em famílias problemáticas, é verdade, mas com certeza não tão problemáticas quanto a Casa Pia. Outras nem sequer tinham uma família que as pudesse socorrer. Foi o crime mais cobarde e mais hediondo da História de Portugal.
Se forem absolvidos os arguidos, convido daqui todas as pessoas de boa vontade para a construção em frente à Casa Pia, por subscrição pública, de um Monumento à Injustiça.
Proponho que seja uma escultura colectiva de muitas crianças a chorar.