segunda-feira, 25 de abril de 2011

Portugal precisa de seriedade

Passos Coelho é um político que, para mim, tem uma qualidade inestimável: uma relação saudável com o dinheiro.
 Não se deslumbra com milionários nem se põe de gatas ao seu serviço, como tantos políticos que arruinaram o país com negócios duvidosos e degradaram esta democracia numa oligarquia. E foi isto o que Sócrates, Barroso, SLopes, Guterres, Portas e, em parte, Cavaco. 
 Se me enganar actuarei contra ele. Mas conheço-o há muitos anos, e julgo saber que com ele em PM as coisas mudarão para bem melhor.
 É por isto que o sector milionário da sociedade portuguesa (inclusivamente dentro do PSD) o ataca tão furiosamente e compra, através das agências de imagem, tanto texto nos jornais e tanto tempo nas TVs.
 Portugal precisa duma liberança política que não se deslumbre com milionários e banqueiros e não privilegie os negócios que são bons para eles e péssimos para Portugal.

domingo, 24 de abril de 2011

fome

Estão a aumentar os furtos de comida nos supermercados, feitos por pessoas que não têm como dar de comer aos filhos.

sábado, 23 de abril de 2011

o nobre...

 O PSD foi buscar o Nobre com quem compra o passe dum futebolista. O Nobre apanhou o PSD como quem apanha o eléctrico 28 para a Graça.
 Foi bom ou mau negócio? As eleições o dirão.
 Por enquanto, está a ser muito má a reacção do interior do PSD, dos anteriores fãs do Nobre e das pessoas politicamente mais envolvidas, activas e informadas. Os jornalistas também andam muito críticos.
 Não sei qual vai ser a reacção do eleitorado menos empenhado, do povo pequeno.
 Ver-se-á.
 Só espero que não venha a ser o Nobre a salvar a eleição do Sócrates.
 Se for, então os portugueses consagrar-se-ão como o povo politicamente mais estúpido do mundo.

vítor constâncio

Depois de toda esta orgia de comportamentos bancários disfuncionais, irracionais e incompetentes, importaria pelo menos responsabilizar Vítor Constâncio.
Era da responsabilidade dele não permitir que a Banca portuguesa fizesse o que fez.
Qual a justificação que ele dá?
Ninguém lhe pergunta?
Ninguém o responsabiliza?

domingo, 17 de abril de 2011

a outra face da lua: cláusulas de equilíbrio financeiro

 Só servirá Portugal um novo governo que no seu primeiro acto legislativos aprove uma «Lei de Emergência Económica» que lhe permita imediatemente:
 Modificar unilateralmente as "cláusulas de equilíbrio financeiro" das PPPs, das SCUTs e das concessões, que onerem o Estado com o risco do negócio. Note-se que tais cláusulas genéricamente são proibidas pela lei mas, não obstante, constam daqueles contratos.
 Caracterizam-se por fazer com que o Estado suporte todos os prejuízos, ficando os lucros para os privados.
 Ainda segundo a lei geral, pelos prejuízos já sofridos pelo Estado em consequência destas cláusulas - e que estão todos devidamente contabilizados (nem é preciso procurar) - devem ser responsabilizados os agentes do Estado (Ministros, Secretários de Estado, Directores Gerais, etc) que tiverem assinado os contratos em questão, e condenados a pagar esses prejuízos e executados no seu património directo e indirecto (off-shores, inshores, etc) para pagamento.

sábado, 9 de abril de 2011

socretinices

 Sócrates e os seus anõezinhos acusam o PSD da crise. É cretino.
 Por um lado porque não foi o PSD que recusou o PEC VI: foi toda a oposição.
 Por outro, porque foram seis anos de governo incompetente que encheram o copo até a borda: a recusa do PEC IV foi só a gota de água.

terça-feira, 29 de março de 2011

a insolvência das famílias

 As famílias portuguesas estão cada vez mais insolventes. Todos dizem que é porque consomem imoderadamente. Mas não é apena por isso. É principlamente pelas taxas de juro escandalosamente usurárias permitidas pelo Banco de Portugal.
 Olhem bem para elas:
 Crédito pessoal:
 5,8% - finalidade educação, saúde, energias renováveis e locação financeira de equipamentos
 19,2% - outros créditos pessoais
 Crédito automóvel
 7,7% - leasing ou ALD novos
 9,1% - leasing ou ALD usados
 11,4% - com reserva de propriedade e outros, novos
 15% - com reserva de propriedade e outros, usados
 33,2% - cartões de crédito, linhas de crédito, contas correntes bancárias e facilidades a descoberto.

Esta última taxa de 33,2% apanha praticamente todas as famílias que estão em rupura financeira. è completamente desonhsta, imoral e sobretudo substancialmente usurária.

Commonsense pergunta-se quem foi que meteu a cunha, quem fez o tráfego de influências que permitiu esta imoralidade.

sábado, 26 de março de 2011

a mentira do IVA

Passos Coelho não propôs aumentar o IVA.
 O que disse foi que não lhe é possível, hoje, sem saber exactamente o que se passa de vardade com as contas públicas, prometer formalmente que não aumentará impostos. E acrescentou que se tiver mesmo de haver aumento de impostos prefere aumentar o IVA a prejudicar as pensões e as reformas. É completamente diferente.
 Veio imediatamente a máquina de propaganda do Governo a acusar Pásos Coelho de prometer o aumento do IVA, que o IVA é um imposto cego e o mais injusto dos impostos.
 Mentem com a "tranquilitas animi" a que foram habituados pelo seu líder. A mentira repetida e compulsiva, tem alguma eficiência, principlamente perante as pessoas menos atentas.
 Por isso, aqui chamo a atenção: é falso, Passos Coelho não disse que iria aumentar o IVA.
 Só me surpreende como ainda há alguém que acredite nas mentiras dos socialistas.

quinta-feira, 24 de março de 2011

preso por ter cão... preso por não ter

O grande dilema das políticas de conteção e de austeridade que têm seguidas até agora é que dão semore mau resultado. Se não são suficientemente restritivas, o ratings degradam-se e os juros sobem porque «os mercados» duvidam da capacidade de Portugal pagar a dívida externa; se são suficientemente restritivas, os ratings degradam-se e os juros sobem porque «os mercados» duvidam da capacidade de Portugal ter competitividade suficiente para gerar os fundos necessários para pagar a dívida externa.
Como diz o velho ditado: «preso por ter cão... preso por não ter cão», ou ainda outra mais pitoresco: «sol em Dezembro, Natal em Dezembro... ou chuva em Novembro, Natal em Dezembro».

A verdade nenhuma destas receitas contribui para a cura do doente e ambas para o agravamento dos seus males. Também não sei se será o «bail out» europeu, de braço dado com FMI e BCE que resolverá qualquer coisa.

Uma coisa eu sei. Vamos regressar a outros tempos em que se vivia muito pior.

domingo, 20 de março de 2011

a liga árabe.

Desde o princípio que achei estranha a atitude da Liga Árabe de pedir e apoiar a resolução do Conselho de Segurança que permitiu a utlização dos «meios que forem necessários» para a interdição de espaço aéreo líbio, com o fim de poupar vidas humanas. Tada gente sabia, quando esta resolução foi votada - incluindo a Liga Árabe - que a sua formulação permitia os ataques ao solo, às defesa antiaéreas e aos blindados e forças terrestes da Líbia.
 Agora, a Liga Árabe mostra desconforto com os ataques ao solo e esboça um afastamento.
 Talvez tenha razão um comentador francês que acabei de ver na TF24 quando alvitrou que a Liga Árabe terá apoiado esta resolução convicta de que seria vetada pela Rússia e pel China, mas que na realidade apenas pretendia fazer boa figura, sem querer propriamente que a resolução entrasse em vigor. Nunca se saberá, mas é uma hipótese de trabalho interessante.

sábado, 19 de março de 2011

higienização

Já começou a operação de limpeza do Kadafi e do seu regime. A Líbia está a sofrer e vai sofrer, como sempre acontece nestas ocasiões, mas vai ficar bem melhor. Foi pena que tivesse demorado um dia a mais, permitindo que as tropas de Kadafia tenham chegado a entrar em Bengazi. Acho mesmo que a operação só não demorou mais tempo porque a França tomou a inciativa antes mesmo de estar concluída a última reunião.
Triste e pobre foi a posição de Portugal. Foi duma tibieza embaraçosa.

domingo, 13 de março de 2011

revolta

É imoral a frieza com que se faz cair sobre os mais pobres, os reformados e a classe média o fundamental do custo da crise. Aqueles que a causaram (mesmo que não os únicos), os banqueiros, os empresários e as oligarquias do regime, o bloco central dos interesses, saem quase incólumes. Isto só pode causar revolta.

sábado, 12 de março de 2011

europacto, eurobonds e solidariedade económica europeia

  O Conselho Europeu permitiu que os fundos de intervenção europeus intervenham no mercado primário a comprar emissões de dívida soberana aos preços do FMI, isto é, a 5%, o que irá permitir livrar-nos dos 'loan sharks' que nos espoliam a quase 8%.
 Temos o Europacto a começar a funcional. Ainda bem.

 O mecanismo de atque ao Euro era simples: a agências de rating (aquelas que deram AAA ao Lehman na véspera da falência), contratadas e pagas pelos fundos e bancos, baixam, por encomenda, o rating daqueles que sabem que terão de ir ao mercado vender dívida sem capacidade de negociação do preço. E fazem isto para induzir a subida das taxas, o que asim conseguem. Depois aproveitam, fazem lucros monumentais com os quais remuneram devidamente as agências de rating, e ficam com o resto. É um negócio da China.
 Só pode ser contrariado por dois factores:
 - Os países (entre eles Portugal) não se deixarem chegar a uma situação calamitosa das finanças públicas que os obrigue a ter de aceitar qualquer preço e os deixe à mercê dos 'loan sharks'. Para isso, temos muito a fazer, para gerar superavits que permitam deixar esta situação de dependência (insolvência). Principalmente, reduzir o custo do Estado e punir os banqueiros que criaram endividamento excessivo dos seus bancos perante o estrangeiro (insolvência culposa).
 - Haver um fundo suficientemente robusto financeiramente que permita à UE intervir no mercado para livrar os Estados Membros falidos da aguiotagem dos fundos e dos bancos. Isso é conseguido com a utilização dos novos fundos comunitários. Estes fundos comunitários são alimentados com emissões de Eurobonds, devidos pela UE no seu conjunto.
 É a solidariedade europeia a funcionar. 
 http://www.consilium.europa.eu/uedocs/cms_data/docs/pressdata/en/ec/119808.pdf

quarta-feira, 9 de março de 2011

um discurso que já tardava

Tirado integralmente do «basfémias»:

As mensagens mais relevantes do discurso, algo que não me lembro de alguma vez ter ouvido com tanta clareza a um responsável político (bolds meus):
(…) Por outro lado, é essencial valorizar o papel das empresas e do empreendedorismo, da mesma forma que se celebra, por exemplo, o sucesso dos nossos atletas na obtenção de títulos internacionais.
É importante reconhecer as empresas e o valor por elas criado, em vez de as perseguir com uma retórica ameaçadora ou com políticas que desincentivam a iniciativa e o risco. No actual contexto, são elas que podem criar novos empregos e dar esperança a uma geração com formação ampla e diversificada e que não consegue entrar no mercado de trabalho. São as empresas que podem dinamizar as exportações e contribuir para a contenção do endividamento externo. Não podemos assistir de braços cruzados à saída de empresas do nosso País. Pelo contrário, temos que pensar seriamente no que é que podemos fazer para atrair mais empresas.
O essencial do investimento rentável e virado para os sectores transaccionáveis vem das empresas privadas. Precisamos de valorizar, em particular, quem tem vontade e coragem de inovar e de investir sem precisar dos apoios do Estado. (…)
(…) A nossa sociedade não pode continuar adormecida perante os desafios que o futuro lhe coloca. É necessário que um sobressalto cívico faça despertar os Portugueses para a necessidade de uma sociedade civil forte, dinâmica e, sobretudo, mais autónoma perante os poderes públicos.
O País terá muito a ganhar se os Portugueses, associados das mais diversas formas, participarem mais activamente na vida colectiva, afirmando os seus direitos e deveres de cidadania e fazendo chegar a sua voz aos decisores políticos. Este novo civismo da exigência deve construir-se, acima de tudo, como um civismo de independência face ao Estado.
Em vários sectores da vida nacional, com destaque para o mundo das empresas, emergiram nos últimos anos sinais de uma cultura altamente nociva, assente na criação de laços pouco transparentes de dependência com os poderes públicos, fruto, em parte, das formas de influência e de domínio que o crescimento desmesurado do peso do Estado propicia. (…)
(…) É altura dos Portugueses despertarem da letargia em que têm vivido e perceberem claramente que só uma grande mobilização da sociedade civil permitirá garantir um rumo de futuro para a legítima ambição de nos aproximarmos do nível de desenvolvimento dos países mais avançados da União Europeia. (…)
 Estou 100% de acordo. Confesso que me enganei no último post. E ainda bem.