Entrou em vigor, hoje, o Tratado de Lisboa. Já não era sem tempo.
Foi pena que se tivesse perdido tantos anos e se acabasse com uma versão reduzida do que eu gostaria que tivesse sido feito. É verdade, é verdade, que muita gente não se habituou ainda à ideia e continua a sentir-se mais cosy no seu paísinho pequeno, à beira-mar plantado, com manjerico à porta e janelas com tabuínhas. Mas sem um mínimo de dimensão e de massa crítica, nenhum país europeu conseguiria manter-se e manter o estatuto a que se habituou, quer no aspecto económico, quer no diplomático, quer ainda no militar. Primeiro viria a irrelevância, depois o esgotamento económico, e finalmente a dominação.
Estou contente. Foi reforçada a unidade, a democraticidade e a eficiência.
A Europa é uma cultura riquíssima, com muitas cambiantes e especificidades. E não é necessário perder o que é próprio de cada povo europeu. Há muito mais de comum do que de incomum. A Europa é a terra mais civilizada do mundo e é a civilização mais rica do mundo. É também a maior economia do mundo.
Eu sou um europeu.
O Tratado de Lisboa começa a dar frutos
Há 16 anos
