Com tanto spinning, tanto afã no controlo da comunicação social, Sócrates e os socretinos exageraram de tal maneira que acabaram por ser apanhados da maneira mais vergonhosa.
O que é mais extraordinário é que ninguém desmentiu os factos. Limitaram-se a criticar, com diversos tons, o facto de terem sido divulgados, nas ninguém disse que não são verdadeiros.
Por isso, parece-me que posso concluir que não são falsos.
Depois de tudo isto, tenho a maior dúvida que Portugal possa continuar a ser governado por Sócrates. Não tem perfil para para Primeiro Ministro dum País decente.
domingo, 7 de Fevereiro de 2010
sábado, 6 de Fevereiro de 2010
agarrem-me, senão eu...
Ameaçaram que o Sócrates se demitia, provocando eleições antecipadas... ameaçaram que o Teixeira Santos se demitia...
Afinal, depois de tanta ameaça, depois de terem posto o País em suspenso, Teixeira Santos deu uma entrevista CNN, em mau inglês, em que disse banalidades.
Nos pratos da balança estava duas coisas contraditórias:
De um lado, o financiamento orçamental à Madeira que tinha sido abusivamente reduzido em relação aos Açores e que regressou ao que era anteriormente. O argumento de que o PIB per capita na Madeira é alto e de que o dinheiro faz falta pesou, alavancado com a propaganda mediática do costume contra o 'despesismo' da Madeira e contra o Alberto João. É verdade que nesta conjuntura não convém gastar mais dinheiro e que é um mau sinal; mas o dinheiro é pouco, em valor verdadeiramente irrelevante.
Do outro lado, a questão é política: forçar a oposição a engolir a lei iria destruir a oposição, e permitir que o Governo agisse como se continuasse a ter maioria absoluta. À crise das finanças públicas iria acrescer uma crise do sistema político representativo.
A solução foi boa (na minha opinião). O esvaziamente da oposição a pretexto de dificuldades das finanças públicas tem um mau passado em Portugal: começou em 1926 e durou até 1974.
Ainda bem que não os agarraram.
O Governo vai ter de aprender a respeitar a oposição, quer dizer, a maioria dos portugueses, e a negociar consensos. É assim nas democracias avançadas. Mas Sócrates é um tiranete com problemas idiosincráticos.
Espero que tenha aprendido a lição, embora a esperança não seja muita.
Afinal, depois de tanta ameaça, depois de terem posto o País em suspenso, Teixeira Santos deu uma entrevista CNN, em mau inglês, em que disse banalidades.
Nos pratos da balança estava duas coisas contraditórias:
De um lado, o financiamento orçamental à Madeira que tinha sido abusivamente reduzido em relação aos Açores e que regressou ao que era anteriormente. O argumento de que o PIB per capita na Madeira é alto e de que o dinheiro faz falta pesou, alavancado com a propaganda mediática do costume contra o 'despesismo' da Madeira e contra o Alberto João. É verdade que nesta conjuntura não convém gastar mais dinheiro e que é um mau sinal; mas o dinheiro é pouco, em valor verdadeiramente irrelevante.
Do outro lado, a questão é política: forçar a oposição a engolir a lei iria destruir a oposição, e permitir que o Governo agisse como se continuasse a ter maioria absoluta. À crise das finanças públicas iria acrescer uma crise do sistema político representativo.
A solução foi boa (na minha opinião). O esvaziamente da oposição a pretexto de dificuldades das finanças públicas tem um mau passado em Portugal: começou em 1926 e durou até 1974.
Ainda bem que não os agarraram.
O Governo vai ter de aprender a respeitar a oposição, quer dizer, a maioria dos portugueses, e a negociar consensos. É assim nas democracias avançadas. Mas Sócrates é um tiranete com problemas idiosincráticos.
Espero que tenha aprendido a lição, embora a esperança não seja muita.
quarta-feira, 3 de Fevereiro de 2010
globalização e dumping social
Enquanto se mantiver a globalização sem controlo, o dumping social praticado pela China vai continuar a criar uma situação em que as indústrias europeias só serão competitivas quando praticarem os salários e as condições laborais que existem na China. Mas isso não vai acontecer sem uma revolução na rua.
O dumping social chinez, todavia, só vai poder manter-se enquanto não houver na China uma revolução na rua.
Revolução por revolução, penso eu, antes lá do que cá.
A única maneira de conseguir pôr termo ao dumping social na china e à revolução na rua é controlar a globalização e impor às importações provenientes da China (e outras partes onde se pratique o dumping social) taxas alfandegárias de valor correspondente à distorção da concorrência causada pelo dumping social.
O dumping social chinez, todavia, só vai poder manter-se enquanto não houver na China uma revolução na rua.
Revolução por revolução, penso eu, antes lá do que cá.
A única maneira de conseguir pôr termo ao dumping social na china e à revolução na rua é controlar a globalização e impor às importações provenientes da China (e outras partes onde se pratique o dumping social) taxas alfandegárias de valor correspondente à distorção da concorrência causada pelo dumping social.
Mário Crespo - mais um texto de antologia
Diferenças
Assistir ao duríssimo questionamento da comissão de inquérito senatorial nos Estados Unidos para a nomeação da juíza Sónia Sottomayor para o Supremo Tribunal é ver um magnífico exercício de cidadania avançada. Não temos em Portugal nada que se lhe compare. Se os nossos parlamentares tivessem a independência dos congressistas americanos, Cavaco Silva nunca teria sido presidente, Sócrates primeiro-ministro, Dias Loureiro Conselheiro de Estado, Lopes da Mota representante de Portugal ou Alberto Costa ministro da Justiça. O impiedoso exame de comportamentos, curricula e carácter teria posto um fim às respectivas carreiras públicas antes delas poderem causar danos.
Se a Assembleia da República tivesse a força política do Senado, os negócios do cidadão Aníbal Cavaco Silva e família, com as acções do grupo do BPN, por legais que fossem, levantariam questões éticas que impediriam o exercício de um cargo público. Se o Parlamento em Portugal tivesse a vitalidade democrática da Câmara dos Representantes, o acidentado percurso universitário de José Sócrates teria feito abortar a carreira política. Não por insuficiência de qualificação académica, que essa é irrelevante, mas pelo facilitismo de actuação, esse sim, definidor de carácter.
Do mesmo modo, uma Comissão de Negócios Estrangeiros no Senado nunca aprovaria Lopes da Mota para um cargo em que representasse todo o país num órgão estrangeiro, por causa das reservas que se levantaram com o seu comportamento em Felgueiras, que denotou a falta de entendimento do procurador do que é político e do que é justiça. Também por isto, numa audição da Comissão Judicial do Senado, Alberto Costa, com os seus antecedentes em Macau no caso Emaudio, nunca teria conseguido ser ministro da Justiça, por pura e simplesmente não inspirar confiança ao Estado.
Assim, se houvesse um Congresso como nos Estados Unidos, com o seu papel fiscalizador da vida pública, por muito forte que fosse a cumplicidade dos afectos entre Dias Loureiro e Cavaco Silva, o executivo da Sociedade Lusa de Negócios nunca teria sido conselheiro presidencial, porque o presidente teria tido medo das cargas que uma tal nomeação inevitavelmente acarretaria num sistema político mais transparente. Mas nem Cavaco teve medo, nem Sócrates se inibiu de ir buscar diplomas a uma universidade que, se não tivesse sido fechada, provavelmente já lhe teria dado um doutoramento, nem Dias Loureiro contou tudo o que sabia aos parlamentares, nem Lopes da Mota achou mal tentar forçar o sistema judicial a proteger o camarada primeiro-ministro, nem Alberto Costa se sentiu impedido de ser o administrador da justiça nacional em nome do Estado lá porque tinha sido considerado culpado de pressionar um juiz em Macau num caso de promiscuidade política e financeira. Nenhum destes actores do nosso quotidiano tinha passado nas audições para o casting de papéis relevantes na vida pública nos Estados Unidos. Aqui nem se franziram sobrolhos nem houve interrogações. Não houve ninguém para fazer perguntas a tempo e, pior ainda, não houve sequer medo ou pudor que elas pudessem ser feitas. É que essa cidadania avançada que regula a democracia americana ainda não chegou cá.
Mário Crespo
Assistir ao duríssimo questionamento da comissão de inquérito senatorial nos Estados Unidos para a nomeação da juíza Sónia Sottomayor para o Supremo Tribunal é ver um magnífico exercício de cidadania avançada. Não temos em Portugal nada que se lhe compare. Se os nossos parlamentares tivessem a independência dos congressistas americanos, Cavaco Silva nunca teria sido presidente, Sócrates primeiro-ministro, Dias Loureiro Conselheiro de Estado, Lopes da Mota representante de Portugal ou Alberto Costa ministro da Justiça. O impiedoso exame de comportamentos, curricula e carácter teria posto um fim às respectivas carreiras públicas antes delas poderem causar danos.
Se a Assembleia da República tivesse a força política do Senado, os negócios do cidadão Aníbal Cavaco Silva e família, com as acções do grupo do BPN, por legais que fossem, levantariam questões éticas que impediriam o exercício de um cargo público. Se o Parlamento em Portugal tivesse a vitalidade democrática da Câmara dos Representantes, o acidentado percurso universitário de José Sócrates teria feito abortar a carreira política. Não por insuficiência de qualificação académica, que essa é irrelevante, mas pelo facilitismo de actuação, esse sim, definidor de carácter.
Do mesmo modo, uma Comissão de Negócios Estrangeiros no Senado nunca aprovaria Lopes da Mota para um cargo em que representasse todo o país num órgão estrangeiro, por causa das reservas que se levantaram com o seu comportamento em Felgueiras, que denotou a falta de entendimento do procurador do que é político e do que é justiça. Também por isto, numa audição da Comissão Judicial do Senado, Alberto Costa, com os seus antecedentes em Macau no caso Emaudio, nunca teria conseguido ser ministro da Justiça, por pura e simplesmente não inspirar confiança ao Estado.
Assim, se houvesse um Congresso como nos Estados Unidos, com o seu papel fiscalizador da vida pública, por muito forte que fosse a cumplicidade dos afectos entre Dias Loureiro e Cavaco Silva, o executivo da Sociedade Lusa de Negócios nunca teria sido conselheiro presidencial, porque o presidente teria tido medo das cargas que uma tal nomeação inevitavelmente acarretaria num sistema político mais transparente. Mas nem Cavaco teve medo, nem Sócrates se inibiu de ir buscar diplomas a uma universidade que, se não tivesse sido fechada, provavelmente já lhe teria dado um doutoramento, nem Dias Loureiro contou tudo o que sabia aos parlamentares, nem Lopes da Mota achou mal tentar forçar o sistema judicial a proteger o camarada primeiro-ministro, nem Alberto Costa se sentiu impedido de ser o administrador da justiça nacional em nome do Estado lá porque tinha sido considerado culpado de pressionar um juiz em Macau num caso de promiscuidade política e financeira. Nenhum destes actores do nosso quotidiano tinha passado nas audições para o casting de papéis relevantes na vida pública nos Estados Unidos. Aqui nem se franziram sobrolhos nem houve interrogações. Não houve ninguém para fazer perguntas a tempo e, pior ainda, não houve sequer medo ou pudor que elas pudessem ser feitas. É que essa cidadania avançada que regula a democracia americana ainda não chegou cá.
Mário Crespo
terça-feira, 2 de Fevereiro de 2010
Mário Crespo: O último moicano
Mário Crespo: A última crónica do último jornalista com dignidade e com liberdade.
02 Fevereiro 2010 - 00h30
02 Fevereiro 2010 - 00h30
Opinião censurada
O fim da linha
Mais “um problema que tem de ser solucionado”. Eu. Que perigosa palhaçada.Terça-feira dia 26 de Janeiro. Dia de Orçamento. O primeiro-ministro, José Sócrates, o ministro de Estado Pedro Silva Pereira, o ministro de Assuntos Parlamentares, Jorge Lacão, e um executivo de televisão encontraram-se à hora do almoço no restaurante de um hotel em Lisboa. Fui o epicentro da parte mais colérica de uma conversa claramente ouvida nas mesas em redor. Sem fazerem recato, fui publicamente referenciado como sendo mentalmente débil ("um louco") a necessitar de ("ir para o manicómio").
Fui descrito como "um profissional impreparado". Que injustiça. Eu, que dei aulas na Independente. A defunta alma mater de tanto saber em Portugal. Definiram-me como "um problema" que teria de ter "solução". Houve, no restaurante, quem ficasse incomodado com a conversa e me tivesse feito chegar um registo. É fidedigno. Confirmei-o. Uma das minhas fontes para o aval da legitimidade do episódio comentou (por escrito): "(…) o PM tem qualidades e defeitos, entre os quais se inclui uma certa dificuldade para conviver com o jornalismo livre (…)". É banal um jornalista cair no desagrado do poder. Há um grau de adversariedade que é essencial para fazer funcionar o sistema de colheita, retrato e análise da informação que circula num Estado. Sem essa dialéctica só há monólogos. Sem esse confronto só há Yes-Men cabeceando em redor de líderes do momento dizendo yes-coisas, seja qual for o absurdo que sejam chamados a validar. Sem contraditório os líderes ficam sem saber quem são, no meio das realidades construídas pelos bajuladores pagos. Isto é mau para qualquer sociedade. Em sociedades saudáveis os contraditórios são tidos em conta. Executivos saudáveis procuram-nos e distanciam-se dos executores acríticos venerandos e obrigados. Nas comunidades insalubres e nas lideranças decadentes os contraditórios são considerados ofensas, ultrajes e produtos de demência.
Os críticos passam a ser "um problema" que exige "solução". Portugal, com José Sócrates, Pedro Silva Pereira, Jorge Lacão e com o executivo de TV que os ouviu sem contraditar, tornou-se numa sociedade insalubre. Em 2010 o primeiro-ministro já não tem tantos "problemas" nos media como tinha em 2009. O "problema" Manuela Moura Guedes desapareceu. O problema José Eduardo Moniz foi "solucionado". O ‘Jornal de Sexta’ da TVI passou a ser um jornal à sexta-feira e deixou de ser "um problema". Foi-se o "problema" que era o Director do ‘Público’. Agora, que o "problema" Marcelo Rebelo de Sousa começou a ser resolvido na RTP, o primeiro-ministro de Portugal, o ministro de Estado e o ministro dos Assuntos Parlamentares que tem a tutela da comunicação social abordam com um experiente executivo de TV, em dia de Orçamento, mais "um problema que tem de ser solucionado". Eu. Que pervertido sentido de Estado. Que perigosa palhaçada.
Esta crónica foi escrita por Mário Crespo para o jornal onde colaborava.
domingo, 31 de Janeiro de 2010
31 de Janeiro
Não se compreende todo este foguetório com a comemoração da data de uma revolta republicana falhada, a não ser numa antecipação do início da campanha eleitoral para as presidenciais. Entre Cavaco e Alegre, vamos ter de aturar um despique a ver quem é mais republicano? Depois da evidência da desgraça que foi a política da Primeira República é, pelo menos, despropositado tudo isto. Foi tão má tão má, que acabou por trazer a bancarrota financeira e o fascismo político. A bancarrota já está a caminho...
Politicamente não me sinto nem monárquico nem republicano, sou simplesmente um cidadão. Mas chateia-me este frenesim de maçonaria agressiva, à mistura com capitalismo selvagem e insensibilidade social. É uma receita que já deu os resultados que deu no primeiro terço do século XX. Será que vamos ter de a sofrer mais uma vez?
Politicamente não me sinto nem monárquico nem republicano, sou simplesmente um cidadão. Mas chateia-me este frenesim de maçonaria agressiva, à mistura com capitalismo selvagem e insensibilidade social. É uma receita que já deu os resultados que deu no primeiro terço do século XX. Será que vamos ter de a sofrer mais uma vez?
sábado, 30 de Janeiro de 2010
Villepin e Blair
Dominique de Villepin foi absolvido no processo 'Clearstream'. Sempre tive dele a melhor opinião, reforçada pela defesa que fez no Conselho de Segurança das Nações Unidas duma solução de paz para o Iraque. Na altura foi aplaudido de pé. Mas os americanos não gostaram e acabaram por conseguir afastá-lo da presidência francesa com um processo que é típico da CIA, a invenção e a montagem de uma acusação infamante. Villepin, homem de uma vasta cultura e de postura aristocrática, era bem a imagem da Europa em que me revejo.
No inquérito sobre a entrada do Reino Unido na Guerra do Iraque, Blair recusou qualquer arrependimento mesmo perante a não existência das tristemente célebres armas de destruição maciça (WMD). Recordo-me do dia em que o ataque começou. Um dia antes da data anunciada, um bairro habitacional Bagdad sem qualquer valor estratégico foi atacado e destruído com mísseis de cruzeiro com o pretexto de que Sadam estaria num restaurante ali existente. Sadam não estava lá, mas foi morto uma número indeterminado de civis inocentes, não combatentes e indefesos. Este ataque não pode deixar de ser qualificado como uma crime de guerra mas, não obstante, ninguém foi por ele trazido ao banco dos réus. Blair ficou conhecido como o 'Yankee Poodle'.
A comparação destes dois casos dá que pensar, ou devia dar... Mas, hoje, já pouco se pensa: lê-se e vê-se nos media de referência o pensamento já construído alhures, destinado a ser consumido como fast food.
No inquérito sobre a entrada do Reino Unido na Guerra do Iraque, Blair recusou qualquer arrependimento mesmo perante a não existência das tristemente célebres armas de destruição maciça (WMD). Recordo-me do dia em que o ataque começou. Um dia antes da data anunciada, um bairro habitacional Bagdad sem qualquer valor estratégico foi atacado e destruído com mísseis de cruzeiro com o pretexto de que Sadam estaria num restaurante ali existente. Sadam não estava lá, mas foi morto uma número indeterminado de civis inocentes, não combatentes e indefesos. Este ataque não pode deixar de ser qualificado como uma crime de guerra mas, não obstante, ninguém foi por ele trazido ao banco dos réus. Blair ficou conhecido como o 'Yankee Poodle'.
A comparação destes dois casos dá que pensar, ou devia dar... Mas, hoje, já pouco se pensa: lê-se e vê-se nos media de referência o pensamento já construído alhures, destinado a ser consumido como fast food.
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sociedade
terça-feira, 26 de Janeiro de 2010
a Oeste nada de novo
Pois é... está tudo na mesma. This place never changes...
Estive em Viena em contacto com responsáveis da UE, incluindo a Vice-Presidente do Parlamento Europeu. A conversa, era inevitável, deslizou para a situação económica dos «PIGS» (Portugal, Irlanda, Grécia e Espanha). O que deixa toda a gente boquiaberta é a atitude de Portugal. Todos os outros estão a fazer qualquer coisa: a Irlanda e a Grécia estão mesmo a fazer, a Espanha também. E Portugal, para espanto geral, ocupa-se com os homosexuais e faz como se nada se passasse de mal com a sua economia.
A Oeste nada de novo.
O primeiro sinal é o aumento dos funcionários públicos de 0,9% alegadamente para compensar da inflação (a propaganda oficial diz que é um aumento zero em termos reais). Mas isso não serve para nada. Tem de haver uma redução real. Na Irlanda houve redução nominal desde 40% (Primeiro Ministro e governantes) até 15% (os salários mais baixos). Na Hungria ficaram só com 12 meses por ano e o IVA subiu para 25%.
Mas os desgraçados políticos que aqui há não querem - nenhum quer - ser antipático e, por isso, continuam com a orquestra a tocar enquanto o Titanic vai ao fundo.
Não acredito que o orçamento traga alguma coisa de eficiente, para além de medidas cosméticas, devidamente tratadas pela imprensa do costume.
O FMI já chegou à Grécia. Na Europa toda a gente está a olhar para o Orçamento Português a ver o que dali vai sair. Se for a tibieza do costume, cá teremos o FMI outra vez.
Começo a pensar que questão é de regime.
Estive em Viena em contacto com responsáveis da UE, incluindo a Vice-Presidente do Parlamento Europeu. A conversa, era inevitável, deslizou para a situação económica dos «PIGS» (Portugal, Irlanda, Grécia e Espanha). O que deixa toda a gente boquiaberta é a atitude de Portugal. Todos os outros estão a fazer qualquer coisa: a Irlanda e a Grécia estão mesmo a fazer, a Espanha também. E Portugal, para espanto geral, ocupa-se com os homosexuais e faz como se nada se passasse de mal com a sua economia.
A Oeste nada de novo.
O primeiro sinal é o aumento dos funcionários públicos de 0,9% alegadamente para compensar da inflação (a propaganda oficial diz que é um aumento zero em termos reais). Mas isso não serve para nada. Tem de haver uma redução real. Na Irlanda houve redução nominal desde 40% (Primeiro Ministro e governantes) até 15% (os salários mais baixos). Na Hungria ficaram só com 12 meses por ano e o IVA subiu para 25%.
Mas os desgraçados políticos que aqui há não querem - nenhum quer - ser antipático e, por isso, continuam com a orquestra a tocar enquanto o Titanic vai ao fundo.
Não acredito que o orçamento traga alguma coisa de eficiente, para além de medidas cosméticas, devidamente tratadas pela imprensa do costume.
O FMI já chegou à Grécia. Na Europa toda a gente está a olhar para o Orçamento Português a ver o que dali vai sair. Se for a tibieza do costume, cá teremos o FMI outra vez.
Começo a pensar que questão é de regime.
sábado, 23 de Janeiro de 2010
seja como Deus quiser
Uma semana inteira entre Viena e Budapest. Uma muito mais, outra bastante menos desenvolvida do que nós. Amanhã aterro em Lisboa. Além de temperaturas negativas e muita neve, ganhei distanciamento e desintoxiquei dos media portugueses. Só estive com gente muito inteligente e muito capaz.
Quase que tenho medo de aterrar no rectângulo estreito. Vou precisar de readaptação à estupidez local.
Seja como Deus quiser...
Quase que tenho medo de aterrar no rectângulo estreito. Vou precisar de readaptação à estupidez local.
Seja como Deus quiser...
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sociedade
quinta-feira, 14 de Janeiro de 2010
o orçamento
Como eu previa, já começou a imposição externa: PS e PSD vão fazer um orçamento a meias.
Eu não desgoto desta imposição.
Sempre é melhor do que o Sócrates da governar.
Eu não desgoto desta imposição.
Sempre é melhor do que o Sócrates da governar.
quarta-feira, 13 de Janeiro de 2010
morte lenta
Portugal é apontado pela agência internacional Moody’s como um exemplo de uma economia estruturalmente pouco competitiva que enfrenta o risco de sofrer uma “morte lenta”.
segunda-feira, 11 de Janeiro de 2010
outra coisa qualquer, por favor
Toda a gente diz que não há alternativa, mas eu não me conformo. Tem de haver. Pior que isto não há.
Eu sei, eu sei, que MFL é uma velha chata que não agrada a ninguém... eu sei, eu sei, que Aguiar Branco é um copinho de leite, que só tem o voto da Foz, mas não o do Porto.
Mas porque diabo de razão é que o PSD há-de ser dirigido sempre por barrosistas/diasloureiristas? Há lá mais gente e com certeza mais capaz.
Por isso vou apoiar Passos Coelho quando for ocasião disso. Conheço o PSD bem, fui fundador, e nunca o vi neste estado. Por este caminho acaba, ou é opado pelo CDS.
É urgente mudar a direcção do PSD, pôr lá o Passos Coelho, e voltar a dar aos Portugueses uma hipótese de votar.
Eu sei, eu sei, que MFL é uma velha chata que não agrada a ninguém... eu sei, eu sei, que Aguiar Branco é um copinho de leite, que só tem o voto da Foz, mas não o do Porto.
Mas porque diabo de razão é que o PSD há-de ser dirigido sempre por barrosistas/diasloureiristas? Há lá mais gente e com certeza mais capaz.
Por isso vou apoiar Passos Coelho quando for ocasião disso. Conheço o PSD bem, fui fundador, e nunca o vi neste estado. Por este caminho acaba, ou é opado pelo CDS.
É urgente mudar a direcção do PSD, pôr lá o Passos Coelho, e voltar a dar aos Portugueses uma hipótese de votar.
domingo, 10 de Janeiro de 2010
inauguração solene
O casamento homossexual vai ser inaugurado solenemente pelo próprio Sócrates que, com pompa e circunstância, vai casar consigo mesmo, felicíssimo com o seu amor próprio que é eterno e indissolúvel.
Leva uma aliança de lata num dedo de cada mão.
A cerimónia terá lugar na loja do cidadão.
Leva uma aliança de lata num dedo de cada mão.
A cerimónia terá lugar na loja do cidadão.
sexta-feira, 8 de Janeiro de 2010
...e agora, José Sócrates?
Já conseguiste ofender a consciência de milhões de portugueses, hostilizar uma religião inteira...Já desviaste as atenções dos reais problemas de Portugal e dos portugueses, já criaste um pretexto que talvez te pudesse derrubar do Governo, o que desejavas na esperança de ser reeleito com maioria absoluta; já pagaste o apoio político de uma franja da população e fizeste figura de herói da esquerda para melhor poderes continuar a enriquecer escandalosamente alguns empresários e salafrários do regime.
E agora, José Sócrates, que mais vais inventar? Vais continuar a demolir os valores éticos da melhor parte dos portugueses? Vais liberalizar eutanásia? a pedofilia? o tráfego de órgãos humanos?
Que mais nojeiras vais tu inventar agora, José Sócrates, para continuares onde estás?
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