quinta-feira, 24 de março de 2011

preso por ter cão... preso por não ter

O grande dilema das políticas de conteção e de austeridade que têm seguidas até agora é que dão semore mau resultado. Se não são suficientemente restritivas, o ratings degradam-se e os juros sobem porque «os mercados» duvidam da capacidade de Portugal pagar a dívida externa; se são suficientemente restritivas, os ratings degradam-se e os juros sobem porque «os mercados» duvidam da capacidade de Portugal ter competitividade suficiente para gerar os fundos necessários para pagar a dívida externa.
Como diz o velho ditado: «preso por ter cão... preso por não ter cão», ou ainda outra mais pitoresco: «sol em Dezembro, Natal em Dezembro... ou chuva em Novembro, Natal em Dezembro».

A verdade nenhuma destas receitas contribui para a cura do doente e ambas para o agravamento dos seus males. Também não sei se será o «bail out» europeu, de braço dado com FMI e BCE que resolverá qualquer coisa.

Uma coisa eu sei. Vamos regressar a outros tempos em que se vivia muito pior.

1 comentário:

  1. Origem popular do proverbio
    Preso por ter cão e preso por não ter.

    No tempo em que os Hespanhoes governavam cá na nossa terra, era uma grande desgraça, De cada tantos porcos, de cada tantas galinhas, ovelhas, rêses ou chibos que a gente possuia tinha de dar um lance que era de quatro em um.
    - Ninguem ajuntava pé com orelha. Era uma desgraça.
    E depois os moleiros eram obrigados a ter um cão, sob pena de ir para a cadeia. Mas um cão que não comesse farinha. E como não havia meio mais seguro de vigiar isso, era obrigação que o animal tivesse o focinho preto.
    Uma certa vez, um moleiro que havia nesse tempo, tinha lá um canito que era muito bom, mas por infeliz sorte, tinha o focinho braqnco. veio de lá a justiça um dia, e bumba! prendeu-o. O homenzinho tinha muito genio, e vae e mata o cão. Torna a justiça outra vez... O moleiro não tinha cão. E bumba! cadeia outra vez.
    O homenzinho costumava dizer, "Fui preso por ter cão e preso por não ter"

    (Texto recolhido de um almanaque de Aljustrel, Alentejo, Portugal datado de 19-12-1916, transcrito na sua linguagem original)

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